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DIPLOMATA

Em alguma situação de crise ou saia-justa, você já deve ter ouvido a frase: "Fulano foi diplomático". O adjetivo qualifica quem age com tato, astúcia e discrição na vida particular, "à semelhança da que se usa entre diplomatas", explica o dicionário Michaelis. Além de vasta cultura geral e conhecimento de idiomas, a profissão de diplomata demanda estas habilidades. Afinal, sua principal responsabilidade é gerenciar as relações diplomáticas do Brasil. Como diplomata brasileiro, é possível participar, ainda no início da carreira, do esforço de contribuir para o entendimento internacional.

Assim como a nobre tarefa de representar o nosso país no exterior, a remuneração é outro atrativo da concorrida profissão. Aprovado no Concurso de Admissão, você ingressa no Curso de Formação em Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr) - instituição acadêmica internacionalmente reconhecida como de excelência.

Para entrar nessa disputa, é preciso estar muito bem preparado e ter o perfil ideal para a profissão. O coordenador-geral do Instituto Rio Branco, Márcio Rebouças, destaca que talento para a área de humanas e interesse pelo mundo são indispensáveis ao aspirante a diplomata, assim como saber se relacionar e conversar com pessoas.

"Trata-se de uma profissão ligada ao estrangeiro, a temas de política externa, às relações do governo brasileiro e da sociedade brasileira com outra sociedade", justifica Rebouças.

O trabalho no Instituto Rio Branco

A diplomacia é uma ferramenta dedicada a planejar e executar a política externa, por meio da atuação de diplomatas. Cabe ao Ministério das Relações Exteriores coordenar a formulação e a execução de nossa política externa, em benefício dos interesses nacionais e em sintonia com a sociedade brasileira.

As funções principais de um diplomata são: representar o Brasil perante a comunidade de nações; colher as informações necessárias à formulação de nossa política externa; participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do Brasil; assistir às missões no exterior de setores do governo e da sociedade; proteger seus compatriotas; e promover a cultura e os valores de nosso povo.

Como as mudanças nas relações exteriores ocorrem de forma rápida e intensa, a cooperação entre povos e países demanda esforço e atenção contínuos. Hoje, sucedem-se reuniões de chefes de Estado e de governo, congressos de parlamentares, encontros empresariais, seminários técnicos e conferências de organizações não-governamentais, em uma indicação clara de que os temas internacionais interessam cada vez mais a um número maior de representantes da sociedade. Para o Itamaraty, esta evolução enriquece e pauta a atuação do diplomata, que deve estar sempre atualizado.

Formação em Humanas

No âmbito acadêmico, não há um perfil preferível. O Ministério das Relações Exteriores tem setores para os mais diferentes tipos de formação, como, por exemplo, a área consular, de negociações comerciais, cultural, assessoria de imprensa e cerimonial. Desta forma, atualmente os diplomatas saem das faculdades de Direito, Relações Internacionais, Jornalismo e Economia - que concentram a maioria dos inscritos no concurso. Disciplinas como Sociologia, Ciência Política, Relações Internacionais e História também contribuem para a formação do diplomata.

Em geral, a aprovação no Instituto Rio Branco só acontece na segunda, na terceira ou até na quarta tentativa. O tempo de preparação para o concurso varia de acordo com a formação do candidato. Existem, inclusive, cursos preparatórios para as provas. O concurso é bastante difícil, mas a informação do candidato é muito clara. O edital fala quais matérias caem nas provas e quais itens devem ser estudados. E o núcleo das matérias é o mesmo há muito tempo.

"Propositadamente, as reformas na avaliação são implementadas de forma vagarosa, para não haver uma mudança brusca de um ano para outro e permitir a preparação no longo prazo", incentiva Rebouças.

No Curso de Formação do Instituto Rio Branco, com um ano e meio de duração, o aluno terá matérias iguais às cobradas no concurso. São aulas de línguas - inglês, francês e espanhol - e matérias como Linguagem Diplomática, Política Externa Brasileira e Economia Aplicada, por exemplo. Ele será preparado para tratar de temas que vão desde paz e segurança, normas de comércio e relações econômicas e financeiras até direitos humanos, meio ambiente, tráfico de drogas e fluxos migratórios. "Na parte prática, eles fazem estágio em diferentes áreas do ministério antes de se formarem", completa o coordenador do Instituto.

Depois de formado, o diplomata fica pelo menos um ano no Brasil antes de ser enviado ao exterior. Semestralmente, o ministério faz um levantamento para casar a necessidade de profissionais em determinado país com o interesse do profissional. De antemão, é importante o interessado ter consciência dos desafios que terá de enfrentar.

"Viver no exterior a trabalho tem suas dificuldades, como a convivência com a família. A mudança nem sempre é fácil para filhos e esposa. Além disso, em alguns países não há boas condições de vida. A pessoa vai ter uma vivência internacional, mas não estará a passeio. Nisso há um ponto positivo, pois vai conhecer novas culturas - uma oportunidade que nem todo mundo tem", conclui Rebouças.

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